Ex-secretário chefe da Casa Civil nega que tenha se beneficiado de escutas ilegais

O ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, apontou “ilegalidades” nas diligências realizadas pela Polícia Civil, no âmbito das investigações relativas ao esquema de grampos ilegais, após o último dia 11.

 

Nesta data, o ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), avocou (chamou para si) os inquéritos relativos ao caso, que até então estavam sob responsabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

 

Ocorre que a notificação quanto à decisão ocorreu somente na noite da última segunda (19), data em que os delegados Flavio Henrique Stringueta e Ana Cristina Feldner realizaram o interrogatório do cabo PM Gerson Correa.

 

O advogado Paulo César Zamar Taques vê ilegalidade na realização de diligências investigatórias após 11.10.17, o que atenta contra o Superior Tribunal de Justiça (STJ)

O militar, que está preso acusado de operar o esquema de escuta clandestinas, revelou, entre outros pontos, que Paulo Taques teria pago R$ 50 mil para bancar para bancar despesas da chamada “grampolândia”, durante a campanha eleitoral de 2014.

 

“O advogado Paulo César Zamar Taques vê ilegalidade na realização de diligências investigatórias após 11.10.17, o que atenta contra o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em sua decisão de avocar todos os inquéritos”, disse a defesa do ex-chefe da Casa Civil, por meio de nota encaminhada à imprensa no início da noite desta quinta-feira (19).

 

Também por meio do documento, Paulo Taques voltou a afirmar que não cometeu crime de escuta ilegal, tampouco ordenou que tal prática fosse realizada.

 

Preso desde o último dia 27, o ex-secretário afirmou que todos os esclarecimentos necessários serão prestados ao STJ.

 

“Interesse político”

 

Em seu depoimento, o cabo Gerson disse que o montante de R$ 50 mil teria sido repassado por Paulo Taques diretamente ao também ex-secretário Evandro Lesco, que comandou a Casa Militar e que também está preso.

 

Ainda em seu interrogatório, o cabo Gerson teria afirmado que ouviu do ex-secretário Paulo Taques que o interesse nas interceptações ilegais era “estritamente político”.

 

Também de acordo com o militar, os “alvos políticos” das interceptações telefônicas eram adversários do então candidato ao Governo, Pedro Taques.

 

Leia nota do ex-secretário na íntegra:

 

“O advogado Paulo César Zamar Taques vê ilegalidade na realização de diligências investigatórias após 11.10.17,  o que atenta contra o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em sua decisão de avocar todos os inquéritos. O advogado Paulo Taques reafirma que não cometeu crime de escuta ilegal tampouco ordenou que cometessem tal prática ilegal e declara que todos os esclarecimentos necessários serão prontamente prestados ao STJ”.

Midia News

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