Realizada no domingo, prova foi alvo de críticas de candidatos, que denunciaram vazamento de fotos

A Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso determinou que a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apure supostas irregularidades no concurso para o cargo de delegado substituto.

 

A prova, realizada no domingo (8), foi alvo de diversas reclamações de candidatos, que denunciaram vazamento de fotos dos gabaritos e violação dos envelopes das provas, que deveriam estar lacrados.

 

De acordo com a Polícia Civil, a Comissão do Concurso apreendeu dois envelopes plásticos, que continham provas, e os entregou à GCCO para envio à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), visando esclarecer se houve rompimento.

 

Já quanto às imagens da folha de resposta e folha com instruções para a prova dissertativa, que circularam nas redes sociais, a Polícia Civil informou que, em tese, não se configura crime, por não haver conteúdo sigiloso, já que não eram as provas.

 

No entanto, segundo a Polícia Civil, o candidato poderá ser desclassificado por usar celular dentro das salas, desobedecendo regra do edital.

 

Mais de13 mil pessoas realizaram o concurso, feito pela Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). A disputa é por um salário inicial de R$ 19 mil.

 

As supostas irregularidades também devem ser apuradas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Pelo menos três candidatos já ingressaram com uma ação para anulação do certame.

 

Veja a nota da Polícia Civil:

 

“A Diretoria da Polícia Judiciária Civil determinou apuração referente alguns questionamentos levantados durante a aplicação das provas objetiva e dissertativa do concurso público para Delegado Substituto, ocorrido neste domingo (08.10). A apuração será realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

 

A Comissão do Concurso apreendeu dois envelopes plásticos, que continham provas, e os entregou ao GCCO para envio à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), visando esclarecer se houve rompimento.

 

O Cebraspe informou que os envelopes de prova são confeccionados em material  plástico e, no momento que são lacrados, podem ocorrer leves rugas devido à cola utilizada. O malote de provas, que carrega os envelopes até as salas de aulas, permaneceu com seu lacre de aço intacto até o momento da abertura frente aos candidatos.

 

Quanto às imagens da folha de resposta e folha com instruções para a prova dissertativa, que circularam nas redes sociais, o GCCO informou que, em tese, não configuram crime, por não haver conteúdo sigiloso, já que não eram as provas.

 

No entanto, o candidato poderá ser desclassificado por usar celulares ou smartphones dentro das salas, desobedecendo a regras do edital.”

Midia News

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