Em sua manifestação contrária ao acordo entre o Governo do Estado e o Consórcio VLT, os Ministérios Públicos Estadual e Federal apontaram que o prazo apresentado de 24 meses para finalizar a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é maior que o necessário. Isso porque a própria auditoria da KPMG, contratada pelo Executivo para realizar uma auditoria, fala em um prazo de 19 meses.
“O prazo de 24 meses apresentado na Minuta é maior que aquele apontado como necessário na auditoria da KPMG – 19 meses -, e que tal ‘composição de prazo apresenta R$ 122.704.061,07’ em acréscimos de valores ao total a ser englobado na proposta apresentada para acordo”, aponta o documento divulgado pelos MPs.

Os Ministérios Públicos ainda apontam que o prazo de 24 meses é o original, para a conclusão total da obra, “não sendo razoável, nem mesmo para o leigo, que a retomada de uma obra, na qual já foram despendidos/pagos cerca de 70% do valor total do contrato ou mais de 2/3 desse valor, contemple a finalização dos menos de 30% restantes no mesmo prazo”.

Os órgãos ainda apontam que mais de 70% da obra já teria sido efetivamente executado, “não se mostrando justificável que o restante da execução do instrumento contratual necessite do mesmo tempo originalmente fixado no contrato administrativo para a sua execução total”.

O Estado acordou em pagar R$ 922 milhões para a conclusão integral da implantação do modal. A previsão é de as obras sejam concluídas em 24 meses.

No acordo firmado entre o Governo e Consórcio, a primeira etapa da obra será finalizada em março de 2018 e compreende o trecho entre o aeroporto de Várzea Grande até a estação do Porto, em Cuiabá.

Até dezembro de 2018 deverá entrar em funcionado todo o trecho da linha 1, num total de 15 quilômetros, entre o aeroporto de Várzea Grande e o Terminal do Comando Geral, na Capital. Já a linha 2, que compreende o trecho de 7,2 km entre a avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha) e o Parque Ohara, no Coxipó, será entregue até maio de 2019.

Olhar Direto

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