O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou, na manhã desta quinta-feira (01), que não irá afastar o coronel Siqueira Junior, secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), de suas funções no Governo. O secretário foi apontado pela 3ª sargento Andrea Pereira de Moura Cardoso como um dos mandantes do esquema de grampos ilegais praticados por um núcleo da Polícia Militar de Mato Grosso. No entanto, segundo Taques, não se faz demissões “com base em notícias de jornal”.

“Eu não vi o depoimento da sargento Andrea, mas nós temos que entender que não podemos julgar as pessoas antes do devido processo legal. Eu não faço isso com base em delações, não faço isso com base em depoimentos que foram tomados eu não sei em que sentido, então vamos analisar. O fato é grave? É gravíssimo! Tem que ser investigado como está sendo. Nós não podemos demitir as pessoas com base em notícias de jornal”, defendeu o governador.

Em seu depoimento, a sargento afirmou que foi procurada pelo coronel Siqueira Junior, que a informou para procurar o coronel Zaqueu Barbosa no Comando Geral da PM. Zaqueu teria uma indicação de serviço na atividade de inteligência.

No Comando Geral, Andrea foi recebida por uma policial militar identificada como Heydi, que era secretária de Zaqueu. O coronel informou que a sargento iria trabalhar na área da inteligência, mais precisamente com interceptações telefônicas. O cabo Gérson Luiz Ferreira Correa Júnior seria o responsável por explicar como seria o serviço.

O depoimento da sargento foi colhido pelo também policial militar e corregedor-geral Alexandre Corrêa Mendes. Ela compareceu de forma espontânea, no dia 26 de maio, junto de seus advogados, na Corregedoria-Geral da PM para prestar esclarecimentos sobre as escutas ilegais reveladas no último mês.

Olhar Direto

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