A Policia Civil Regional, localizada na cidade de Guarantã do Norte, cumpriu no final da tarde de ontem, um mandado de prisão contra o suspeito conhecido como Macieira.
Macieira é  investigado na Operação Poseidon da policia civil dos estados do Para e Amazonas por trafico internacional de animais silvestres.
No total 11 pessoas foram detidas, suspeitas de participar de uma associação criminosa especializada em tráfico de animais silvestres e biopirataria. A ação foi realizada em parceria entre as polícias dos Estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso. De acordo com informações preliminares, sete também foram presos em Altamira, 3 em Itaituba no Pará e 1 em Guarantã do Norte – MT
O grupo é suspeito de comprar ilegalmente arraias e peixes ornamentais e repassar para o mercado externo.
“Eles faziam a destinação internacional e nacional. Eles compravam a unidade entre R$ 5 e R$ 10 e vendiam pior R$ 1 mil”, disse o delegado do Estado do Pará, Thiago Dias. Ele e uma equipe de 30 policiais cumpriram os mandados de prisão e busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil, as investigações sobre o tráfico das espécies iniciou no Pará há aproximadamente um ano.
Partindo de Altamira e Itaituba, a equipe de investigação identificou uma rota que encaminhava as espécies para Belém, com auxílio de notas frias, e depois para Manaus. “De Manaus eles iam para Tabatinga e depois para Letícia para ser vendido para o exterior”, explicou o Coordenador Geral da Operação, delegado do Pará Marcos Mileo Brasil.
Dependendo da raridade da espécie, o valor de mercado sobe. Arraias albinas são vendidas por até U$ 50 mil. A oferta do animal foi encontrada em investigações das equipes da polícia em sites na internet.
“Elas são vendidas bem aquém aqui (no Pará). Os pescadores vendem, alguns não têm registro de pesca. Essa situação irregular e ilegal que visamos combater neste primeiro momento”, disse o delegado Marcos Brasil.
“Uma boa parte delas são espécies protegidas, precisa de autorização especial para extrair e comercializar dada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”, disse o delegado Brasil.
Em Manaus, o grupo será apresentado no 23 Distrito Integrado de Polícia (DIP). Será expedido mandado de prisão preventiva aos suspeitos. Eles deverão responder por maus tratos, tráfico de animais, associação criminosa e lavagem de bens ambientais.
Também participaram da ação Secretaria De Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, da Receita Federal e Secretaria da Fazenda.i
Em junho de 2016 em Santarém, foi apreendida uma carga que partiria com destino Manaus. Foram 50 raias e 400 peixes acaris, apontou Marcos Brasil.
Por O Território 
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