Primeiro governador do país a se posicionar a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Pedro Taques (PSDB) analisou a crise política pela qual o país passa sem falar desta vez na deposição do chefe da República, que foi gravado em conversa com o empresário Joesley Batista. De acordo com Taques, Temer tem de se explicar no Supremo Tribunal Federal, o que já está ocorrendo.

Taques também não se posicionou sobre qual caminho seu partido deve seguir daqui para frente em âmbito nacional, se segue dando sustentação ao governo peemedebista ou se desembarca da base aliada após as denúncias de que Temer pediu para Joesley manter uma boa relação com o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha e foi informado da “compra” do silêncio de Cunha, que está preso em decorrência das investigações da Lava Jato.

“O momento é grave e o presidente Michel Temer tem que se explicar diante disso e isso ele está fazendo no STF através das petições”, declarou, ao ser questionado pela imprensa. “O PSDB, o partido que com muita honra eu faço parte, que infelizmente o senador Aécio também está sendo investigado, temos que dizer isso, o PSDB tem marcado uma reunião para que nós possamos decidir em conjunto os governadores do PSDB, a bancada na Câmara e no Senado qual é a nossa posição em relação ao governo Michel Temer”, completou.

O governador de Mato Grosso ainda criticou as manifestações da última semana em Brasília, contra Temer e as reformas da Previdência Social e da legislação trabalhista. “Manifestação é um direito constitucional, nós lutamos muito, pessoas morreram para que muitos tivessem o direito hoje de manifestação, mas manifestação não combina com baderna. Manifestação não combina com ofensa à integridade física das pessoas, manifestação não combina com quebra de patrimônio público e patrimônio particular”.

Olhar Direto

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