“É uma piada!”. Sustentando um sorriso no canto da boca e um olhar de incredulidade, o governador José Pedro Taques (PSDB) respondeu nesta quinta-feira (25), no Salão Ágora do Grande Odara Hotel, ao pedido da deputada estadual Janaina Riva (PMDB) para que renuncie, em nome da moral e da governabilidade. Ele participou da abertura do Seminário Agronegócios – A Força do Campo, promovido pelo governo de Mato Grosso, em parceria com o Banco Santander.

Pouco antes, Pedro Taques tinha respondido a questionamentos sobre as investigações de possíveis grampos ilegais, operacionalizados dentro do comando geral da Polícia Militar de Mato Grosso. “Vejo o caso [dos possíveis grampos ilegais] com olhos de preocupação. Eu não faço juízo de valor antes do processo legal. Nós sabemos que, neste momento, muita coisa está envolvida”, disse o chefe do Poder Executivo, antes de fazer joça da sugestão de Janaína.

Na última quarta-feira (24), após o deputado Allan Kardec (PT) pedir que a pauta de votação fosse ‘trancada’, no plenário da Assembleia Legislativa, até que se encontrasse a equação para a crise financeira da saúde, Janaína pediu a renúncia de Taques. Ele justificou por conta da  suspeita de grampos ilegais ocorridos a mando do governo e sua baixa popularidade como chefe de Estado, por conta de vaias recebidas durante evento, em Rondonópolis, na última terça-feira (23).

“Não tem outra saída: renúncia! Ou renúncia ou afasta esse homem, pelo amor de Deus. O caos é total! Não tem mais governabilidade, não tem mais credibilidade!”, disparou Janaína, ao exigir que a Assembleia crie a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos. Conseguiu apenas quatro assinaturas, entre seus pares, no Edifício Dante de Oliveira.

Pedro Taques e o vice-governador Carlos Fávaro (PSD) se reuniram com a bancada de situação, nesta quarta-feira (24), no Palácio Paiaguás, para discutir a crise financeira da saúde. Ambos receberam manifestações de apoio de todos os 18 deptuados estaduais presentes ao encontro.
Olhar Direto

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